Quando se tem a imagem do Dao no Coração,
Tudo abaixo do Céu segue.
Segue sem danos, segue em paz e harmonia.
Música e iguarias seduzem e detêm o viajante.
Mas o Dao parece insosso e sem sabor.
Ao olhá-lo, não se pode vê-lo.
Ao escutá-lo, não se pode ouvi-lo.
Ao usá-lo, não se consegue esgotá-lo.
As imagens e os símbolos são a linguagem do Coração.
Desde os primórdios, os chineses utilizaram-se de desenhos, símbolos e pictogramas para se comunicar. A escrita da língua chinesa desenvolveu-se paulatinamente ao longo do tempo passando de desenhos por vezes indistintos, até chegar aos ideogramas atuais altamente objetivos e estilizados.
Os ideogramas chineses conseguem transmitir em sua totalidade profunda desde as coisas mais comuns e concretas até a ideias mais sutis, aquelas que são indizíveis por simples palavras.
Quanto a mim, toda vez que vou fazer uma prática, uma imagem emerge no meu Coração:
Um longo caminho se estende à minha frente, não vislumbro um lugar a se chegar, estou só. Começo a caminhada, e ao andar me dou conta de que cada passo é uma chegada e cada passo é também uma partida.