É melhor parar do que encher algo até a borda
Não se pode conservar o fio de uma lâmina afiada ao extremo.
Não se é capaz de proteger uma sala cheia de ouro e jade.
Aquele que é arrogante na fama e riqueza traz a ruína para si.
Uma vez realizado o trabalho com sucesso, recolha-se.
Esse é o Caminho do Céu.
Saber parar é saber recolher-se quando algo já foi realizado e o objetivo já foi atingido. Saber parar é não cair na tentação ambiciosa de querer sempre mais e mais. É satisfazer-se com aquilo que é suficiente.
Por exemplo:
Ao se alimentar, saber parar significa que quando o estômago estiver com sua capacidade preenchida em 70 ou 80% não é mais necessário comer. Isso possibilita os movimentos digestivos.
Qualquer exercício ou prática realizado em demasia tem efeitos adversos no desgaste da vitalidade.
Qualquer remédio tem o seu nível de toxicidade e não devemos exagerar na dosagem.
Os saberes e riquezas adquiridos devem fluir ao invés de ficarem acumulados conosco.
Arruinamos a nossa vida se não cessarmos a ânsia da insatisfação. Até as células do nosso corpo descontrolam-se e geram doenças autoimunes ao “querer mais e mais”.
Chegaremos ao ponto de não haver mais volta para o que é natural…
Saber parar e retornar é uma lei da natureza!
Assim como o sol do meio dia ou a lua cheia, que chegam na sua plenitude, e em seguida iniciam o seu recolhimento a fim de que possam se plenificar novamente.
Essa lei da natureza atua também no destino dos seres humanos.
“Uma vez realizado o trabalho com sucesso, recolha-se.
Esse é o Caminho do Céu.”