Abaixo do Céu, ao se considerar o belo, surge o feio.
Ao se considerar o bom, surge o mau.
Abaixo do Céu, Ser e Não-Ser geram um ao outro.
Difícil e fácil complementam um ao outro.
Longo e curto dão forma um ao outro.
Alto e baixo estão contidos um no outro.
Notas e melodias harmonizam umas às outras.
Frente e verso seguem um ao outro.
O sábio faz as coisas pela não ação,ensina sem palavras.
O sábio desenvolve a miríade de coisas e não as restringe,
cria e não toma posse.
O sábio faz as coisas sem esperar reconhecimento,
realiza méritos e não se apega.
Sem apego, sem reconhecimento, por isso não se extingue.
Existimos entre o Céu e a Terra. O Céu é o princípio ordenador fonte do nosso destino e do movimento temporal. A Terra nos dá a forma e concretude. O espaço entre ambos, por onde seguimos o nosso caminho, é o mundo manifestado e em constante mutação. o que é imutável é a mutação. E´ neste espaço onde yin e yang se entrelaçam, se diferenciam, se opõe e se complementam.
Seguir no Dao (Caminho) é compreender as leis que regem as mutações e as transformações. São as relações harmoniosas das polaridades que permitem o constante movimento e transformação.
O apego, a posse, o controle e o desejo de reconhecimento levam à estagnação e à extinção.