Podes abraçar o espírito e o corpo em uma unidade, sem que se separem?
Podes concentrar o sopro vital e alcançar a flexibilidade de um recém nascido?
Podes limpar a mente e a visão até que fiquem sem máculas?
Podes amar o povo e governar a nação pela não-ação?
Podes abrir e fechar as portas do Céu com o princípio feminino?
Podes espraiar a consciência nas quatro direções sem o saber pessoal?
Podes gerar e nutrir todas as coisas sem desejar possui-los?
Podes dar de si sem expectativa de receber algo em retorno?
Podes guiar as pessoas e não tentar controla-los?
Se sim, isto é a realização da virtude suprema.
Estas são perguntas silenciosas que podemos formular no nosso Coração.
Elas são como um arauto dentro de mim sempre a me recordar das virtudes celestes que devem estar presentes na caminhada terrestre.
Nos momentos em que o esquecimento toma conta do meu ser e me torno mecânica, me recordo da possibilidade da união do espírito e do corpo.
Podes abraçar o espírito e o corpo em uma unidade, sem que se separem?
E prontamente um estado diferente do normal corriqueiro me toma e fico mais presente e desperta.
Os dois, espírito e corpo, embora opostos, devem se cruzar. O espírito sozinho se degenera, fica estéril como o intelecto sem sentimentos. O corpo-essência sozinha perde o seu brilho e fenece. O abraço dos dois gera a radiância do espírito e a vida exuberante do corpo.
O corpo retorna à flexibilidade perdida e o espírito à sua visão clara das coisas. O amor e a receptividade do feminino possibilitam atravessar os momentos de luz e de escuridão da vida.
Assim sem o desejo de realização pessoal caminhamos de forma espontânea e natural, sem o desejo de posse, expectativa de ganhos e controle.
E sim, isto é a realização da Virtude Suprema.