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Dao De Jing - Capítulo 06

O espírito do Vale nunca morre,
É a mulher, mãe primal.
A porta de entrada da fêmea misteriosa,
É chamada de raiz do universo.
Sempre presente, sua ação é inesgotável.

O Espírito do Vale Nunca Morre

Os vales na natureza se aprofundam por entre as montanhas. Enquanto as montanhas são a terra maciça que se ergue em busca do céu, os vales são os espaços vazios do céu que se aprofundam na terra. O céu verte a sua luz para fecundar o vale que retribui gerando miríade de cores e seres. O vale é a expressão do amor que liga o Céu e a Terra.

O amor é o feminino que acolhe, que une, é o receptivo que aponta para a totalidade. No alquimista, é a soror mystica, seu lado feminino, que realiza a obra de transmutar a matéria vil em ouro.

Na nossa natureza interna, temos vales distribuídos pelo corpo: cada espaço vazio por entre os ossos, tendões e músculos são pequenos vales que contam com a presença do espírito materno de constante criação. Os pontos de acupuntura, que invisíveis se distribuem pelo corpo através dos meridianos, são pequenos vales (cavidades) onde a energia é gerada e se renova.

No nosso corpo há um grande Vale! Ele está nas profundezas de nosso ser, no baixo ventre. Trata-se da bacia pélvica que com seu formato abaulado contém nossa essência vital. Podemos dizer que lá é “a raiz do Céu e da Terra”, onde podemos encontrar “o portal para a misteriosa natureza materna” que cria sem cessar o nosso espírito de vitalidade.