A Revista do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo publicou, na edição nº 20 (abril de 2026), o artigo “Pedagogia do Corpo Esquecido”, de Maria Lúcia Lee. O texto reúne o que ela vem construindo desde 1978 na pesquisa e no ensino das artes corporais terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e está disponível na íntegra no site do Sesc.
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O que é a Pedagogia do Corpo Esquecido
A Pedagogia do Corpo Esquecido é uma proposta de ensino das práticas corporais chinesas voltada ao Corpo de Qi, também chamado de Corpo dos Sopros: a dimensão invisível que, segundo a Medicina Tradicional Chinesa, circula pelo corpo físico através da rede de meridianos. Ele é chamado de “esquecido” porque fica fora da nossa consciência no dia a dia.
A proposta é recuperar a percepção desse corpo por meio dos fundamentos da MTC e das artes corporais chinesas, sem deixar de dialogar com a medicina e a pedagogia ocidentais. É uma pedagogia experiencial: cada prática leva em conta as pessoas, o lugar e o momento em que acontece.
Os fundamentos apresentados no artigo
O artigo começa por uma lembrança de infância, o mito chinês de Pangu, contado pela mãe de Lúcia, como imagem da origem do universo e do ser humano. Em seguida, apresenta os conceitos da MTC que sustentam a proposta:
- Os Três Tesouros: Espírito (Shen), Sopros (Qi) e Essência (Jing), e os três Dantian, as regiões do corpo onde um se transforma no outro.
- O Qi inato e o Qi adquirido: o sopro original, recebido na concepção, e os sopros que vêm da alimentação e da respiração.
- A rede de meridianos: os 8 meridianos extraordinários, os 12 meridianos regulares e o ciclo de 24 horas em que o Qi percorre cada um deles.
- O Corpo de Qi: um corpo sutil que se relaciona com o corpo físico, mas segue leis e prioridades próprias. Por isso, as práticas que o cultivam não devem ser conduzidas com a lógica de um treino físico.
Os princípios da Pedagogia do Corpo Esquecido
A proposta não segue um método fixo. Ela parte de três orientações:
- A prática considera as condições das pessoas, o espaço e o horário em que acontece.
- O método se adapta às possibilidades de cada pessoa, e não o contrário.
- O aprendizado é centrado em quem pratica, e quem orienta atua como facilitador.
Para o cultivo do Corpo de Qi, o artigo descreve onze cuidados. Entre eles:
- ter clareza da finalidade de cada prática;
- trabalhar com a força interna, que nasce do Qi, e não só com a força muscular;
- buscar a percepção do Qi no corpo, como calor, formigamento ou sensação de peso;
- começar pelo simples e aprofundar aos poucos, respeitando o ritmo de cada um;
- praticar com persistência e regularidade;
- mover-se de forma lenta e contínua, coordenando movimento e respiração.
Onde ler o artigo completo
O artigo completo, com os diagramas e ideogramas da publicação, está no site do Sesc São Paulo:
Como citar
LEE, Maria Lucia. Pedagogia do corpo esquecido. Revista do Centro de Pesquisa e Formação, São Paulo: Sesc São Paulo, n. 20, p. 105-115, abr. 2026. Disponível em: https://www.sescsp.org.br/editorial/pedagogia-do-corpo-esquecido/.
Pratique com Maria Lúcia Lee
A Pedagogia do Corpo Esquecido orienta as aulas, os cursos e os encontros de Maria Lúcia Lee e deu origem ao curso on-line A Essência do Nosso Corpo Esquecido. Para começar, conheça as práticas corporais e a agenda de cursos e encontros, ou leia mais sobre a trajetória de Maria Lúcia Lee.



